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  • Abril e maio são a janela menos óbvia pra subir a Serra Catarinense de moto. A cidade está vazia, o asfalto seco, o frio já chega — e sem a fila de julho. Este texto é o que eu falaria num café pra quem está pensando em vir: o que fazer, onde parar, o que levar. Direto.

    Por que ir no outono em Urubici

    Duas motos BMW em estrada de terra de Urubici sob nuvens carregadas

    Se o que te encanta é neve, a janela é outra — fim de junho a começo de agosto, e mesmo assim depende do ano.

    O que fazer em Urubici: 5 pontos que valem a subida

    1. Morro da Igreja

    Morro da Igreja em Urubici — formação rochosa com arco natural a 1.822m de altitude, o ponto mais alto habitado do Brasil

    É o ponto mais alto habitado do Brasil (1.822m). Vista de 360° e o mirante que olha direto pra Pedra Furada. Acesso 100% asfaltado saindo de Urubici. Precisa de autorização prévia do ICMBio (Parque Nacional de São Joaquim) — agende pelo site antes de ir, sem isso você volta na base. Horário com mais chance de tempo aberto: entre 9h e 15h — antes das 9h a neblina costuma estar fechada, depois das 15h a luz cai e o vento pega forte.

    2. Pedra Furada

    É a formação rochosa do cartão postal — o arco natural que todo mundo já viu em foto. Atenção: a trilha até a Pedra Furada leva mais de 6 horas (ida e volta) e só pode ser feita com guia credenciado. Não é bate-e-volta de moto — é um dia inteiro de trekking técnico. Quem não vai pra dentro da trilha consegue a foto do arco a partir do mirante do Morro da Igreja (ver item 1).

    3. Cachoeira do Avencal

    Cachoeira do Avencal em Urubici vista por baixo com paredão rochoso e sol cortando a queda d'água

    Queda d’água de 100m com estrutura de turismo (plataforma de vidro suspensa, tirolesa). A luz da manhã no outono abre a cortina de água — é quando a foto se faz. Acesso é asfaltado até a entrada do atrativo, com os últimos 2km em estrada de terra. No outono está firme, chuva da véspera deixa barro. É o passeio com o melhor retorno visual por esforço da região.

    4. Serra do Corvo Branco

    BMW na Serra do Corvo Branco em Urubici — estrada serpenteando entre paredões de arenito no portal rochoso mais fotografado da Serra Catarinense

    Aviso operacional importante: a Serra do Corvo Branco está em obras até junho de 2026. Durante esse período o acesso é só pelo lado de Urubici, até o ponto em que o trecho está 100% asfaltado — a travessia completa até Grão-Pará está interditada. O que está aberto continua valendo a ida: é o trecho escavado na pedra, com mirante sobre o vale e curvas de referência pra quem gosta de pilotar. Quando a obra concluir, a travessia volta ao roteiro.

    5. Serra do Rio do Rastro (90km — bônus)

    Não é em Urubici, é ao lado — mas quem sobe a Serra Catarinense de moto e não faz o Rio do Rastro volta pra casa sentindo falta. Curvas famosas, 284 curvas em 12km, diferença de altitude de quase 800m. No outono a neblina sobe de baixo pra cima (diferente do inverno, quando desce do topo) — é imagem de cartão postal. Bom de ir na parte da tarde quando a luz bate dos dois lados.

    Onde comer em Urubici

    Três endereços que eu indicaria pra quem está aqui 2–3 dias:

    Onde dormir em Urubici

    Alternativas da região não faltam — Urubici tem muita pousada boutique. Mas se você vai rodar com a UpSerra, a gente já te põe lá por padrão.

    O que levar (check-list rápido)

    Se quiser rodar a Serra Catarinense com a gente — em qualquer estação do ano, com guia piloto, moto, estadia e o restaurante na conta — manda um WhatsApp. A conversa continua por lá: (49) 99198-6423.

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