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    Expedição em andamento · Diário de bordo

    Urubici →
    Oceano Ártico

    24.094 km  ·  14 países  ·  60 dias  ·  10 motos BMW

    Saída: Urubici, 09 de junho · Chegada: Prudhoe Bay, Oceano Ártico, 03 de agosto

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    Onde estamos agora

    Dia 4 · San Pedro de Atacama, Chile

    ~2.500 de 24.094 km · Dia 4 de 60

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    A cada etapa da expedição, um relato direto da estrada — escrito do jeito que a viagem acontece.

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    Diário de bordo

    Entradas curtas, escritas da estrada. Dias sem registro são dias de deslocamento longo — a regra da expedição é sair cedo e não rodar à noite.

    19/06 · Dia 11 · Lima, Peru

    Os olhos voltados para o norte

    O grupo da expedição recebe o Beto em Lima
    O grupo recebe o Beto (ao centro) em Lima.

    Bem, antes de qualquer coisa, preciso dizer que este diário normalmente era escrito pelo Markinho Zilli. Com muita honra, recebi dele a missão de assumir essa tarefa a partir de agora. Espero conseguir transmitir, para todos que acompanham essa expedição, a verdade dos fatos, as emoções vividas e um pouco daquilo que sentimos ao participar de um projeto tão grandioso quanto esta viagem rumo ao Alasca.

    Leia o relato completo →

    Ontem tivemos uma notícia muito triste para todo o grupo. O Markinho precisou retornar ao Brasil por conta de uma séria complicação na cirurgia da clavícula. Depois de muito esforço para estar conosco nesta aventura, ele agora precisará passar por um novo procedimento cirúrgico.

    Foi impossível não sentir o peso desse momento. Sabemos o quanto esse sonho significava para ele. Mais do que um líder da expedição, o Markinho foi uma peça fundamental para que esse projeto saísse do papel. Desde o início, esteve à frente da organização, da condução do grupo e da construção dessa jornada que já se tornou inesquecível para todos nós.

    Ao longo dos últimos dias, temos repetido uma frase que faz cada vez mais sentido: viajar para o Alasca é como subir um Everest, guardadas todas as proporções. Existe um objetivo claro lá na frente, existe o planejamento, existe o desejo de chegar ao topo. Mas também existem as variáveis que não controlamos. A montanha sempre tem a última palavra. O Alasca também.

    Nem sempre a viagem acontece da forma que imaginamos. Há imprevistos, desafios, dificuldades físicas, emocionais e logísticas. E faz parte da jornada aprender a respeitar isso, se adaptar e seguir em frente. Talvez essa seja uma das maiores lições que essa expedição esteja nos ensinando.

    Hoje permanecemos em Lima para aguardar a chegada do Beto, indicado pelo próprio Markinho para assumir a liderança do grupo até o Alasca. Experiente, tranquilo e com um currículo enorme sobre duas rodas, ele desembarcou logo pela manhã e se juntou a nós no café da manhã.

    Como não poderia deixar de ser, o grupo resolveu preparar um “batismo” especial para ele. Primeiro contamos que havíamos decidido mudar completamente o roteiro da viagem. Depois inventamos que o grupo estava dividido, com pessoas discutindo e defendendo caminhos diferentes. Para completar, afirmamos que dali para frente todos deveriam rodar rigorosamente dentro dos limites de velocidade das placas.

    Por alguns minutos, o Beto acreditou em tudo. Foi divertido observar as reações dele enquanto tentava entender o que estava acontecendo. Quando finalmente revelamos que tudo não passava de uma brincadeira, veio o alívio e muitas risadas. E, mais importante ainda, ele pôde perceber rapidamente aquilo que já sentimos há dias: este grupo está extremamente unido, integrado e comprometido com o mesmo objetivo.

    Agora carregamos também uma missão especial: honrar aqueles que, por circunstâncias da vida, precisaram interromper a viagem. Seguimos pensando no nosso querido Eduardo Capatti, que continua em recuperação e recebendo toda a nossa torcida e orações. E seguimos também pelo Markinho, que em breve estará cuidando da sua saúde para voltar ainda mais forte.

    Aliás, já existe um plano que nos anima bastante. A expectativa é que ele consiga voar até Fairbanks, no Alasca, e participe do trecho final da viagem. Nós seguiremos de moto e ele, possivelmente, de carro. Não será exatamente como sonhamos no início, mas será uma forma linda de celebrar juntos a realização desse projeto.

    O restante do dia foi dedicado às tarefas práticas que fazem parte de qualquer grande expedição. Lavamos roupas, organizamos bagagens, revisamos equipamentos e compramos alguns alimentos para os próximos deslocamentos. Em muitos trechos da viagem, especialmente mais ao norte, encontrar um lugar para comer pode não ser tão simples quanto parece.

    Na hora do almoço fomos até o Larcomar, um dos lugares mais bonitos de Lima, construído sobre as falésias que se debruçam sobre o Oceano Pacífico. Almoçamos em um restaurante italiano indicado pelo meu amigo Luis Camacho.

    E falando no Luis, vale registrar um dos momentos mais especiais dos últimos dias. Ontem à noite ele nos recebeu para um jantar ao lado de integrantes do BMW Motorrad Club Peru, do qual é presidente. Foi uma oportunidade incrível para conhecer motociclistas peruanos, trocar histórias, experiências e perceber algo que se repete em qualquer lugar do mundo: a paixão pelas motos cria conexões quase instantâneas entre pessoas que muitas vezes acabaram de se conhecer.

    Foi uma noite leve, agradável e cheia de boas conversas. Daquelas que nos lembram que uma viagem não é feita apenas pelos lugares por onde passamos, mas principalmente pelas pessoas que encontramos no caminho.

    Agora estamos nos preparando para descansar. Daqui a pouco tem jogo do Brasil e esperamos encerrar o dia com mais uma boa notícia.

    Amanhã sairemos bem cedo rumo a Trujillo, no norte do Peru. Será um deslocamento de aproximadamente 560 quilômetros pela Rodovia Pan-Americana, acompanhando boa parte da costa peruana. Pelo caminho, o cenário alterna entre o deserto que parece infinito e o azul do Pacífico, uma combinação muito característica desta região do país.

    Trujillo é conhecida como a Cidade da Eterna Primavera por causa do clima agradável durante praticamente todo o ano. É uma das cidades mais importantes da história peruana e está próxima de sítios arqueológicos impressionantes, como Chan Chan, considerada a maior cidade de barro das Américas.

    Mas isso fica para o próximo capítulo. Por enquanto, seguimos em frente. Um dia de cada vez. Um quilômetro de cada vez. Sempre com os olhos voltados para o norte.

    18/06 · Dia 10 · Lima, Peru

    O sonho segue. Eu volto.

    Moto saindo de um túnel de pedra para o vale, na estrada
    A estrada segue. O grupo também.

    Preciso ser honesto com vocês — esse diário sempre foi sobre a verdade da estrada.

    Desde o Atacama eu vinha sentindo a clavícula. Achei que fosse calo ósseo. Não era. Aqui em Lima, um médico confirmou: ela quebrou de novo, a placa e os parafusos se soltaram, e instalou uma infecção séria — dessas que não dá pra negociar. O parecer foi direto: hora de voltar pra casa e tratar, antes que vire algo maior.

    Raio-X da clavícula com a placa e os parafusos
    A clavícula que não dava mais pra negociar.

    Embarco hoje à noite; amanhã estou em Floripa, e de lá começa o tratamento. Não foi uma decisão fácil, mas foi necessária. A gente conhecia o risco. Eu subestimei o quanto o corpo trabalha em cima de uma moto, dia após dia — e ele cobrou.

    Hoje, no almoço de despedida, passaram uns vídeos antigos da UpSerra numa tela. Um deles era da Escandinávia — e me lembrei que, lá no ponto mais ao norte da Europa, eu já sonhava com o ponto mais ao norte da América: o Prudhoe Bay. Sonho é pra isso: pra ser realizado, nunca esquecido. Esse só foi adiado.

    Por isso tem uma coisa de que eu não abro mão: o grupo não para. Esse sonho é de cada um deles, e a UpSerra tem o compromisso de levar todos até o Alasca. O Beto — Roberto Haluli — já está vindo assumir como guia. Eles iriam até sozinhos, mas não é assim que a gente faz: a gente leva até o fim.

    E o diário também não para. Daqui pra frente, quem conta a estrada é o Dica, que segue com o grupo — e, do jeito dele, vai ser lindo de acompanhar. Eu vou estar de olho em cada quilômetro, de casa, torcendo e ajudando no que puder.

    Sonho não morre. No máximo, se adia. Agora meu foco é um só: recuperar, abraçar a Denise e as crianças, e voltar inteiro. O Alasca fica me esperando.

    Até a próxima. Bora — o Ártico é logo ali.

    17/06 · Dia 9 · Lima, Peru

    As linhas que só o céu entende

    Geoglifo das linhas de Nazca visto do mirador, no deserto peruano
    As linhas de Nazca, riscadas no deserto há mais de mil anos.

    Chegamos em Lima, dentro do planejado. Não existe dia tranquilo no Peru — 600 km nunca são — mas hoje a estrada deu uma folga: mais reta, um trecho duplicado, e rendeu. Todos bem, todos inteiros.

    E no meio do caminho, Nazca. Parar diante daquelas linhas riscadas no deserto há mais de mil anos, numa escala que só faz sentido vista do alto, é o tipo de coisa que faz 600 km de Peru valerem. Bora.

    16/06 · Dia 8 · Chala, Peru

    Curva atrás de curva

    Grupo na estrada do deserto peruano rumo a Chala
    O grupo rasgando o deserto peruano a caminho de Chala.

    Chegamos em Chala, que era o programado. Dia cansativo: 600 km de Peru, que não é pouca coisa — é curva atrás de curva, vale atrás de vale, e só um grupo preparado pra ir ao Alasca encara uma tocada dessas. Cada vale bonito de doer.

    País de contrastes fortes. Comida maravilhosa, gente maravilhosa, e uma paisagem que merecia ser cuidada com o mesmo carinho que os Incas tinham pelas montanhas. Dá um aperto ver tanta beleza e tanto descuido lado a lado. Mas é isso que faz a viagem ser viagem: o Peru cobra a estrada e devolve em vista. Bora.

    15/06 · Dia 7 · Tacna, Peru

    A terceira aduana do ano

    Atravessar as três Américas de moto tem um capítulo que nenhum roteiro mostra: as fronteiras. Hoje foi a vez do Peru cobrar a dele.

    A moto que o Priori está pilotando levou uma multa no ano passado — paga em dia, comprovante e tudo. Só que a aduana de Puerto Maldonado nunca deu baixa no sistema. Resultado: parados na fronteira, oito e meia da noite, mandando comprovante e esperando um fiscal do outro lado do país responder pra liberar a entrada.

    Faz parte. Numa travessia dessas, perrengue de papelada não é exceção — é regra. A gente já sabia, e tá aqui pra isso também.

    No fim liberou. Alcançamos o grupo e chegamos no hotel às 23h. Amanhã segue.

    14/06 · Dia 6 · Calama, Chile

    O que cabe numa moto pra 60 dias

    Desde que essa expedição começou, é a pergunta que mais chega na gente: o que você leva numa moto pra rodar 60 dias até o Alasca?

    O que levar numa moto rumo ao Alasca

    ▶ Assistir no YouTube →

    A sombra que atravessa o deserto

    Lhama em frente ao vulcao Licancabur, San Pedro de Atacama
    A recepção do Atacama — o velho amigo Licancabur ao fundo.

    O Jama abriu. Depois de três dias fechado pela nevasca, a Pachamama deu trégua: amanheceu sol, a temperatura subiu, e a fronteira liberou. Subimos no frio — 3°C, muita neve pelo caminho, e uma beleza de parar o coração. Vencemos lá em cima o gargalo que a gente já esperava; do outro lado, a descida pela costa do Licancabur, reencontrando esse velho amigo que me recepciona em San Pedro de Atacama.

    E hoje, Dia dos Namorados, esse velho amigo tinha a história certa pra contar. Diz a lenda do Atacama que o Licancabur e o irmão Juriques se apaixonaram pela mesma montanha, a Quimal — mas era o Licancabur que ela amava. O ciúme virou batalha, e o Juriques acabou sem a cabeça: por isso está ali do lado, de topo achatado. Pra acabar a guerra, levaram a Quimal pro outro lado do salar, bem longe. Mas dizem que, uma vez por ano, no inverno, a sombra do Licancabur cruza o deserto inteiro e alcança a Quimal — o único instante em que os dois se reencontram.

    Não dá pra ter lembrete melhor, justo hoje, longe de quem eu amo. Que a gente seja como esses dois: separados pela distância, mas sempre se alcançando. Daqui vai meu abraço pros casais do grupo e, principalmente, pra quem ficou esperando em casa — é na estrada que a gente mais sente o tamanho do que deixou lá. Amanhã, descanso em San Pedro. Bora.

    11/06 · Dia 3 · General Güemes, Argentina

    A montanha é que manda

    Dia longo: 770 km de reta até General Güemes. Cansativo, e ainda choveu — mas o grupo veio inteiro e junto, em bom ritmo, sem susto. A clavícula que operei há cinco semanas cobrou a sua parte hoje; faz parte. Preocupação não enche barriga, então fico no que dá pra controlar — gelo, cuidado, e cada quilômetro no seu tempo. Aproveitamos o dia pra testar a autonomia da nossa BMW 850, a menor do grupo: 250 km por tanque. Agora sabemos quanto combustível extra carregar nas travessias longas que vêm aí.

    A notícia da chegada é que o Paso de Jama — a fronteira pro Chile — passou o dia fechado por causa de uma nevasca de ontem. Lá em cima fez -12°C, e com a umidade alta era certo que ia nevar. Amanhã o frio continua, mas a umidade cai, então a aposta é que reabra. Esse passo é um dos gargalos da viagem, e a gente já sabia disso.

    O plano não muda: subimos assim mesmo. Se estiver aberto, descemos rumo a San Pedro de Atacama. Se estiver fechado, achamos um canto lá no alto e esperamos a fronteira abrir. Tem hora que não adianta forçar — a montanha é que manda. Bora que amanhã é mais um dia.

    10/06 · Dia 2 · Resistencia, Argentina

    O capacete, meu melhor terapeuta

    Chegamos cedo em Resistencia, e à noite veio a conversa do grupo — a resenha do fim do dia, as risadas, as amizades que já vão se formando. Isso é coisa que viajar sozinho não te dá. Mas tem outra conversa, e é a que mais conta: a que cada um vai tendo consigo mesmo, sozinho, dentro do capacete, nas longas retas argentinas. O capacete é o meu melhor terapeuta. É ali que a ficha vai caindo — o tamanho do que a gente tá fazendo, e o porquê de cada um estar aqui. Cada um carrega o seu: uns mudando de vida, outros indo buscar algo mais.

    Numa dessas retas, hoje, me veio a primeira Ushuaia, com o Bigode — minha primeira viagem de moto. Voltei tão empolgado, tão maravilhado de descobrir como viajar é bom, que mandei fazer um mapa-múndi de 3×5 metros na parede da pousada pra marcar minhas viagens. Risquei a linha de Ushuaia com marca-texto, dei três passos pra trás — e não enxergava mais a linha que tinha desenhado. O mundo era grande demais. Parei e pensei: vou ter que rodar muito pra conhecer isso tudo. Acho que foi ali que a ideia entrou e nunca mais saiu.

    Anos depois, é essa mesma ideia que me trouxe até aqui. Amanhã são 770 km de reta — um dia inteiro de pensamentos intermináveis dentro do capacete. Vambora.

    09/06 · Dia 1 · São Miguel do Oeste, SC

    Os primeiros quilômetros

    A saída de Urubici tem sempre o mesmo começo: o meu silêncio. Passo os primeiros quilômetros sem música, só pensando — nos filhos, na Denise, em casa, nos cachorros, nos amigos, na família. É quase uma oração. Um ritual de quem sai pra ficar 60 dias longe e pede desculpa, ainda que por dentro, pelo tempo de ausência.

    Aí, quando dou espaço pra música, a primeira que toca é “Time”, do Pink Floyd — e não dava pra ser mais a propósito. Ela fala exatamente disso: o tempo escapa, o sol nasce igual todo dia e, quando você vê, já envelheceu. Não tem como fugir disso. Mas dá pra escolher como envelhecer. Eu quero envelhecer assim — cheio de memórias, com muita história pra contar. Acho que é meio por isso que eu ando.

    Estrada boa, movimento tranquilo, tudo certo até aqui. A clavícula que operei há pouco mais de um mês cobrou o seu: chegou dolorida ao fim do dia. Mas faz parte — é cuidar e seguir. Amanhã o dia é mais longo.

    Primeiro de sessenta. Bora que amanhã tem o segundo.

    05/06 · D−4 · Urubici, SC

    Quatro dias pra largada

    As 10 motos estão prontas. O grupo se encontra em Urubici no fim de semana pro briefing final. Terça, às primeiras horas, começa a costura do continente: do frio da Serra Catarinense ao gelo do Oceano Ártico, 24.094 km, 14 países, uma estrada só.

    A rota em 10 blocos

    O eixo Norte das Américas, do Brasil ao fim da estrada.

    BLOCO 1 · DIAS 1–4

    Largada e o Chaco

    Urubici → São Miguel do Oeste → Chaco argentino → Paso de Jama → San Pedro de Atacama.

    BLOCO 2 · DIAS 5–9

    Costa do Pacífico

    Arica, Mollendo, Nazca — sobrevoo das Linhas — e a chegada em Lima.

    BLOCO 3 · DIAS 10–14

    Rumo à Metade do Mundo

    Trujillo, Sullana, os Andes equatorianos e Quito.

    BLOCO 4 · DIAS 15–21

    Colômbia e o salto do Darien

    Popayán e Bogotá — e as motos de avião por cima da selva, até a Cidade do Panamá.

    BLOCO 5 · DIAS 22–26

    Centro-América

    David, Jacó, León, Copán e Antigua — cinco países em cinco dias.

    BLOCO 6 · DIAS 27–30

    Trilha dos Impérios

    Palenque, Córdoba e Teotihuacán — a Pirâmide do Sol.

    BLOCO 7 · DIAS 31–38

    Velho Oeste

    Zacatecas, Chihuahua, Monument Valley, Grand Canyon, Route 66 e Las Vegas.

    BLOCO 8 · DIAS 39–45

    Califórnia e os Gigantes

    Deserto de Mojave, Sequoias, Yosemite, Lake Tahoe e Yellowstone.

    BLOCO 9 · DIAS 46–54

    Rockies e Alaska Highway

    Banff, Jasper, o Mile 0, Signpost Forest, Whitehorse e Fairbanks.

    BLOCO 10 · DIAS 55–60

    Dalton e o Fim da Estrada

    Círculo Polar Ártico, Coldfoot, Prudhoe Bay — o Oceano Ártico — e Anchorage.

    Acompanhe também

    A trilha sonora da estrada

    A playlist oficial UpSerra — o rock que acompanha nossas expedições da Patagônia ao Alasca. Dê o play e viaje junto.

    A viagem só termina no Ártico.

    Ponto de retorno: 70°19′N · 148°42′W — Prudhoe Bay, Alaska